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Perda dos aposentados do INSS em relação ao salário mínimo chega a 86,38% desde o Plano Real
04-10-2018

Um estudo da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) aponta que as perdas salariais históricas dos aposentados e pensionistas do INSS chegarão a 86,38%, considerando o período de setembro de 1994 a janeiro de 2019. O percentual já leva em conta o possível aumento de 3,3% para os benefícios previdenciários acima do salário mínimo, índice previsto para o ano que vem na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Para chegar ao percentual de perdas, a confederação utiliza os reajustes anuais do salário mínimo e a correção dos rendimentos de aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima do piso nacional, cuja renda é reajustada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

 

Neste ano, aposentadorias e pensões acima do salário mínimo foram reajustadas em 1º de janeiro de 2018, em 2,07%, enquanto o piso nacional teve aumento de 1,95%. Porém, esse comportamento não é comum. Historicamente, o salário mínimo tem reajustes anuais maiores do que o índice concedido a aposentados e pensionistas que ganham acima do piso nacional, atualmente em R$ 954.

De acordo com o estudo da Cobap, as perdas dos aposentados foram maiores durante os mandatos do presidente Lula, com um acumulado de 43,16%, por conta dos aumentos maiores que foram dados ao salário mínimo, com ganho real (reajuste acima da inflação) para os trabalhadores em atividade.

Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, as perdas foram menores, totalizando 26,60%. Já no governo Dilma, a diferença entre os reajustes foi a menor já registrada. Em comparação com o piso nacional, os aposentados e pensionistas do INSS perderam 15,67%.

Fonte:Extra/G1 (03/10/2018)