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Personagens da Franca

30-12-2020

Especial para o GCN

Escrito por: Tiago Faggioni Bachur


Os mais antigos, que conheciam Geraldo Pelotão na intimidade, relatam que, apesar de carrancudo e “boca suja”, na verdade ele era um “doce velhinho” com bom coração e que, no fundo, se divertia xingando e jogando pedra em quem lhe provocava.
Franca comemora quase 200 anos, neste dia 28 de novembro. E alguns nomes folclóricos que frequentaram o centro da cidade precisam ser lembrados, tais como: Geraldo Pelotão, Paulinho Chinelo, Maria Capotinha, Luzia Doida, Toninho Pula Pula, entre outros.
Cada um desses personagens reais tinha características peculiares, que lhes criou fama e até hoje estão na memória de quem viveu naquela época.
Geraldo Pelotão, por exemplo, ficou famoso pelas provocações que recebia, acompanhado das pedras e xingamentos que lançava.
Mas, o que todos eles tinham em comum?
Determinadas pessoas que não viveram naquele período, alegam que algumas dessas figuras dramáticas podem ter sofrido o que se chamaria hoje de “bullying” (termo inexistente naquele período).
Mas será que houve realmente isso? Será que não estaria havendo exagero no “politicamente correto”? Ou melhor: será que tudo isso não passou de diversão para as próprias “vítimas”?
Os mais antigos, que conheciam Geraldo Pelotão na intimidade, relatam que, apesar de carrancudo e “boca suja”, na verdade ele era um “doce velhinho” com bom coração e que, no fundo, se divertia xingando e jogando pedra em quem lhe provocava.
Assim, aparentemente, a conclusão é de que não havia maldade nem de um lado e nem do outro.
Tecnicamente falando, o conceito de bullying é o conjunto de práticas que tem como objetivo ridicularizar e banalizar uma pessoa perante outras. A vítima de bullying, além de ter a autoestima baixa, acaba sofrendo com insônia, estresse, ansiedade, choro frequente, alterações no humor, sensação de perseguição constante, insegurança, entre outros.
Além dos sintomas acima mencionados, ainda existe as patologias, que acabam se tornando mais comuns, como: cefaleia, dores musculares, gastrite, etc.
Ao que consta, nenhum deles possuía qualquer desses problemas.
Mas, quando se tratar de segurado do INSS, vítima de bullying, este poderá receber algum benefício previdenciário?
A resposta será sempre positiva, quando gerar algum tipo de incapacidade para o trabalho. Em outras palavras, se por conta de estresse, ansiedade, alterações de humor, gastrite ou qualquer outro sintoma, o segurado não conseguir trabalhar adequadamente, terá direito de se afastar ou aposentar, recebendo da Previdência Social o respectivo benefício por incapacidade.
Se comprovar que o bullying é decorrente do trabalho (como, por exemplo, provocações de colegas ou chefes), além do valor do benefício poder ser, em tese, melhor, a vítima poderá entrar também com ação contra o empregador – inclusive, pleiteando danos morais. Em caso de dúvida, procure um advogado de sua confiança.
Parabéns para Franca!