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Em plena pandemia, INSS sofre apagão nacional na perícia médica
03-08-2020

A secretária da área e todos os 120 gestores espalhados pelo país pediram demissão em protesto pela abertura das agências sem medidas de segurança

 Atualizado em 29 jul 2020, 15h16 - Publicado em 29 jul 2020, 15h08

Uma bomba explodiu nesta semana no colo do presidente do INSS, Leonardo Rolim.
Na esteira da guerra que virou a discussão da reabertura das agências da Previdência na
pandemia, a secretária nacional de Perícia Médica, Karina Braido, pediu demissão
junto com os 120 coordenadores e chefes regionais da perícia espalhados pelo país. Na
prática, o sistema de perícia médica, vinculado ao Ministério da Economia e que presta
serviço ao INSS, sofreu um apagão inédito no país.
O presidente do INSS estipulou nesta semana a data de 24 de agosto para a reabertura
das agências. Os servidores alegam que o órgão não adotou as medidas se segurança
para reabrir as agências, o que inviabiliza o trabalho.
A pressão, segundo integrantes do órgão, decorre do fato de o presidente do INSS ter
contratado, em plena pandemia — com agências fechadas –, milhares de servidores
aposentados para atuar nas agências. Esses contratados já geram custos para o órgão,
mas não podem trabalhar sem que as agências reabram.
“O problema é que, como aposentados, os novos servidores também são do grupo de
risco, uma equação que não fecha. O presidente do INSS está desesperado com isso
porque o TCU está monitorando esse negócio”, diz um servidor do órgão que
acompanha a guerra com os peritos.
As perícias são necessárias para permitir que trabalhadores recebam auxílio, retornem
ao trabalho ou consigam a aposentadoria.

RADAR Por Robson Bonin  https://veja.abril.com.br/blog/radar