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Veja o que os bancos oferecem no novo consignado do INSS
19-05-2021

Desde o fim de abril, os maiores bancos do país já estão oferecendo as novas condições aprovadas pelo governo federal para o crédito consignado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que tem desconto direto na folha de benefício do aposentado.

 

Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander já possibilitam a aposentados e pensionistas tomarem o crédito com margem maior e ter carência de até 120 dias para pagar a primeira parcela. No entanto, seguem cobrando juros durante este período.


Para fazer a contratação, o segurado pode tomar o crédito a distância, seja pelo banco na internet, por aplicativo, telefone ou mesmo no caixa eletrônico. Para especialistas, no entanto, não é indicado tomar o crédito por telefone, pois o aposentado pode ser vítima de golpes. O ideal é ir ao caixa eletrônico e imprimir o comprovante com as condições de contratação do dinheiro.


Neste ano, por causa da pandemia, o governo sancionou projeto que amplia de 35% para 40% a margem consignável, que é o percentual que o aposentado pode comprometer de seu benefício com crédito consignado. Dentre os cinco bancos, o Banco do Brasil oferece a menor taxa de juros mensais, a partir de 0,85%. O Santander parte de 0,9%, enquanto o Itaú, de 1,06%.


Segundo os bancos, as taxas variam de acordo com o perfil de cada cliente. Em geral, os menores juros são conseguidos por clientes dos bancos, conforme o tipo de relacionamento, mas as instituições não detalharam exatamente o perfil que pode conseguir as menores taxas.


“É importante o aposentado ou pensionista que pensa em pegar o consignado avaliar se realmente precisa desse crédito e qual vai ser a finalidade do recurso que vai receber. A decisão precisa ser tomada com muita cautela”, diz Cintia Senna, mestre em educação financeira.


Segundo ela, embora o consignado tenha taxa atrativa, é preciso pensar que o aposentado vai ficar um bom tempo sem parte do valor do seu benefício. “O consignado tem uma taxa mais atrativa que as demais modalidades porque ele já tira o pagamento direto do salário desse aposentado e pensionista, mas ele precisa lembrar que vai ficar sem parte do salário por um determinado tempo”, completa.


Uma das dicas da educadora é ler os contratos com cautela e, antes de finalizar a operação, fazer um ‘test-drive’. “O aposentado pode ficar alguns meses sem aquela parte da parcela para testar. Por exemplo, se uma pessoa que ganha R$ 1.000 comprometer 40% apenas com INSS, ela vai ficar com R$ 600 para viver", calcula.


"Então antes de contratar o crédito, o cliente deve ver o quanto esse valor faria falta. Além disso, é importante olhar o contrato, analisar cláusulas e tirar todas as dúvidas que tem com a instituição financeira que prefere", indica a educadora.


A taxa máxima de juros do empréstimo é de 1,80% ao mês e a dívida pode ser parcelada em 84 meses. O segurado pode fazer até nove contratos de empréstimo pessoal.





Crédito consignado do INSS | Entenda as opções


Desde o último dia 30, os bancos passaram a conceder o crédito consignado do INSS com margem ampliada e prazo para início dos pagamentos


O que muda?

Margem do empréstimo


Como era


Aposentados e pensionistas podiam comprometer até 35% da renda mensal (30% com empréstimos pessoais e 5% com cartão de crédito)


Como ficou


Aposentados podem comprometer até 40% dos seus salários para pagar parcelas da dívida

A margem do empréstimo subiu de 30% para 35%, mantendo-se os 5% do cartão


Carência


Bancos e demais instituições financeiras podem liberar carência de 120 dias (quatro meses) para contratos novos e antigos

Há aplicação de juros no período em que o segurado não está pagando as parcelas

 

O que os bancos oferecem


As taxas de juros oferecidas pelos bancos variam conforme o perfil do cliente

No entanto, as instituições não detalharam os perfis que conseguem as menores taxas


Fique ligado


Não contrate consignado pelo telefone A melhor forma é ir até a agência e fazer pelo caixa eletrônico

 

Banco do Brasil

Juros: A partir de 0,85% ao mês


Prazo para começar a pagar: O parcelamento é em até 84 meses e há carência de até 120 dias; o valor mínimo do empréstimo é de R$ 100


Onde contratar: Por meio do aplicativo BB, no internet banking, caixas eletrônicos, rede de agências ou pela Central de Relacionamento BB


Bradesco


Juros:Nos empréstimos, os beneficiários contam com taxas de 1,80% ao mês e 23,87% ao ano


Prazo para começar a pagar: Até 120 dias para o pagamento da primeira parcela, margem de 35% nos empréstimos, além de mais 5% para compras com cartão de crédito consignado, totalizando 40%


Onde contratar: Nos canais digitais via APP e internet banking, sem precisar ir a uma agência; há a opção nos caixas eletrônicos e nas agências

 

Caixa Econômica Federal


Juros: A partir de 1,34% ao mês


Prazo para começar a pagar: Disponibiliza a possibilidade de contratação com até 120 dias para pagamento da primeira prestação


Onde contratar: Clientes com conta na Caixa podem obter mais informações sobre a contratação via WhatsApp, pelo telefone 0800-1040104, no internet banking (pelo aplicativo Caixa) ou qualquer terminal de autoatendimento;pessoalmente, as contratações podem ser realizadas em um correspondente Caixa Aqui Negocial, unidade lotérica ou em uma agência da Caixa


Itaú


Juros: A partir de 1,06%


Prazo para começar a pagar: Até 120 dias para começar a pagar; o prazo para contratação vai de 11 a 84 meses


Onde contratar: Aplicativo do celular, internet banking, caixa eletrônico, agências ou por meio de um correspondente bancário certificado; não é necessário ser correntista do banco para contratar o produto


Santander


Juros: As taxas começam a partir de 0,90% ao mês


Prazo para começar a pagar: Há possibilidade de carência de até 120 dias para quitar a primeira parcela


Onde contratar: Os clientes podem contratar o consignado via aplicativo do Santander ou internet banking, sem precisar ir até as agências; caso prefiram, podem contratar nas agências ou por meio de um correspondente

 

*Reportagem de Lucas Castilho, do Jornal Agora, da Folha de São Paulo.



Fonte: Jornal Agora, Folha de São Paulo.